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Singularidade no plural: São Paulo Companhia de Dança, 10 anos

Criada pelo Governo do Estado de São Paulo, em 2008, a SPCD começa sua temporada de espetáculos essa semana. Leia ainda: curiosidades da trajetória da Companhia ano a ano e o que importantes personalidades da dança falam sobre ela.

por Marcela Benvegnu | marcela@trinys.com.br

Cena de Raymonda, de Guivalde de Almeida a partir do original de Marius Petipa | Foto: Wilian Aguiar

Foi numa segunda-feira, dia 28 de janeiro de 2008, precisamente às 11h na manhã, na Sala São Paulo, que o então Governador José Serra e João Sayad, Secretário de Estado da Cultura, anunciaram: “está criada a São Paulo Companhia de Dança (SPCD), a Companhia de Dança do Estado de São Paulo”. E quase que num piscar de olhos, vivendo intensamente cada um desses 3.650 dias, incontáveis projetos, espetáculos, ações educativas, de registro e memória da dança, ela completa 10 anos. Parte das comemorações que marcam essa década começa a partir desta quinta-feira, quando o elenco sobe ao palco do Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, para apresentar 10 coreografias durante três semanas de espetáculos. Em cena, obras icônicas do repertório figuram lado a lado com novas estreias.

Inês Bogéa, diretora da SPCD | Foto: Reginaldo Azevedo

Mas, e o tempo, passa? Para a diretora artística da Companhia, Inês Bogéa (foto), que escolheu o tempo como mote para esta temporada, ele é relativo. “O tempo linear cronológico passa, mas no nosso coração a emoção viva da São Paulo se renova todo dia. Cada dia é um recomeço. A cada encontro, cada novo projeto, cada reunião, começamos de novo. É um percurso que vivemos intensamente e que nos dá liberdade de juntos, continuarmos um trabalho que reúne muitas pessoas para que a São Paulo seja um lugar de encontros, de possibilidades, de multiplicidade”, revela.

Pensar a história da São Paulo Companhia de Dança (SPCD) é ao mesmo tempo colocar lado a lado dança, educação, memória, arte e tempo. É pensar fora da caixa cênica e ver como a dança pode dialogar com incontáveis vertentes. “Nesses 10 anos comemoro a singularidade da SPCD permeada por muitas linguagens da dança. Construímos uma identidade brasileira a qual somos reconhecidos”, fala a diretora. “Meu desejo daqui para frente é que a São Paulo continue dançando pelos mais distintos palcos do Brasil e do exterior e que possamos pintar esse mapa com o nosso corpo, sabendo que ele só se completa com os muitos olhares que recebemos, na variedade dos nossos artistas - dos que estão no palco aos que estão nos bastidores - e claro, pela plateia”, completa.

Embora muito se fale sobre as bem-sucedidas turnês internacionais – eles acabaram de voltar da Europa com apresentações esgotadas em países como Alemanha, Áustria, França e Luxemburgo com todos os custos subsidiados pelos produtores e teatros do exterior – a singularidade da SPCD começa na sua proposta para uma companhia de dança. Apesar de ser dividida em três eixos – Circulação, Educativo e Formação de Plateia e Registro e Memória da Dança – é preciso dizer que cada um deles está intimamente entremeado no outro e todas as ações encontram formas de diálogo.

INEDITISMO | E como tudo se conecta? A circulação está permeada de educativo e memória quando o público recebe um programa de espetáculos que vai além de uma ficha técnica e apresenta textos reflexivos sobre a dança. Ou mesmo nas apresentações da São Paulo na periferia ou num teatro internacional na fala explicativa da diretora antes ou depois da apresentação. Nas ações de parcerias de projetos, em ocasiões que alunos de dança chegam para conhecerem os bastidores dos espetáculos ou a sede da SPCD para entenderem o dia-a-dia de uma companhia profissional, nos convites para que outros grupos de dança apresentem seus trabalhos antes das apresentações no Teatro Sérgio Cardoso e também quando a São Paulo leva dança para outros espaços como festivais, mostras, metrôs, shoppings e espaços culturais. É educação, é memória, é circulação.

Espetáculo Aberto para Estudantes e Terceira Idade: sorrisos e olhares de quem nunca foi ao teatro | Foto: Wilian Aguiar

O educativo também se mistura à circulação e à memória quando ministram uma oficina de dança e mostram como se passa para o outro lado da cena, da dança amadora para profissional. Em uma palestra que apresenta a vida do bailarino, ou a história da dança e mostram imagens de figuras fundamentais para essa arte. E sem dúvida, nos Espetáculos Abertos Para Estudantes e Terceira Idade, nos quais muitas vezes recebem 800 crianças que nunca viram uma apresentação de dança ou foram a um teatro. O resultado são olhos brilhando e sorrisos emoldurados na saída do espetáculo (foto acima). A memória se mistura ao educativo e à circulação quando todas essas ações ganham a televisão e em forma de documentários, teasers, depoimentos e outros e dialogam com as plataformas de mídia online e impressa.

E tudo também ganha sentido em seus projetos internos, aqueles que não ganham visibilidade aos olhos da grande massa, como o Programa de Desenvolvimento das Habilidades Futuras do Artista da Dança, que apesar do nome complicado, nada mais é do que um projeto que permite aos bailarinos vivenciarem outras carreiras na dança como produtores, ensaiadores, coreógrafos, fotógrafos, entre outros, para que eles tenham a chance de experimentar outras possibilidades na dança enquanto ainda estão no auge da sua performance.

São muitas formas entremeadas de fazer arte, as quais são executadas com propriedade e, sobretudo, transparência. Existe um objetivo, uma hipótese e uma comprovação que é a de tornar a dança acessível e de colocar o mundo em movimento. E esses são só alguns exemplos para dizer que na SPCD não existe uma área sem a outra. É ao fazer arte no plural que ela se torna singular. Um texto, um site, um programa de espetáculo, uma temporada, não dão conta de revelar a sua singularidade, que também está na forma de cada indivíduo fazer, tratar, olhar, sistematizar, cuidar, dirigir, fidelizar cada ação, atividade, pessoa. “É preciso dizer que temos muitos parceiros para que esses eixos, que se desdobram em muitas ações, possam acontecer. A Companhia estabelece um diálogo fino e recorrente com todos e isso cria ações de continuidade, seja de turnês, projetos, atividades educativas ou de memória. É de novo a questão do tempo. Enquanto uns ciclos se renovam, outros se iniciam”, completa a diretora.

TEMPORADA | Do clássico ao contemporâneo. Do jovem coreógrafo ao grande nome da dança mundial. Do espetáculo educativo à conversa com a diretora para apresentar os bastidores das montagens 45 minutos antes dos espetáculos. A programação dos meses de junho/julho da SPCD está dividida em três semanas, cada uma delas com uma potência que valoriza e olha para os 10 anos da Companhia.

Na primeira semana (de 21 a 24) o público poderá ver uma noite marcada pela assinatura do coreógrafo alemão Marco Goecke (vídeo acima) – que a partir de 2019 assume a direção artística do Staatstheater Hannover, na Alemanha -  com  Peekaboo (2013) que foi criada especialmente para a SPCD - e que inclusive já foi remontada para o Theatre Augsburg (Alemanha) além de Pas de Deux de Pássaro de Fogo (2010), e Supernova (2009). “Goecke se tornou um dos mais importantes coreógrafos dos últimos tempos. Será uma noite especial para que o público possa conhecer sua assinatura e ver três diferentes tempos da sua dança”, fala a diretora.

Instante, de Lucas Lima | Foto: Rodolfo Paes

O programa seguinte (28 a 30 de junho e 1º de julho) conta com quatro obras: Petrichor (2018), de Thiago Bordin (ele foi solista do Hamburg Ballet e do Nederlands Dans Theater) e Instante (2017), de Lucas Lima (solista do Balé Nacional da Noruega), que marcam as estreias de jovens coreógrafos (foto), além de 14’20” (2002), de Jirí Kylián, que recentemente, pela interpretação de André Grippi e Ana Paula Camargo receberam um prêmio APCA, e Gnawa, (2005), de Nacho Duato. “Bordin é um coreógrafo que te pega pela emoção, pela delicadeza. O nome da coreografia significa o cheiro que a terra molhada exala depois da chuva e quem vê se sente profundamente tocado. É uma obra de sentidos. Já Instante tem um diálogo de provocação, de escuta”, explica Inês.

Melhor Único Dia, de Henrique Rodovalho | Foto: Acervo SPCD

E para fechar o último programa ao lado de Suíte de Raymonda  (2017), de Guivalde de Almeida, a partir do original de 1898 de Marius Petipa (1818-1910) e Primavera Fria (2017), de Clébio Oliveira, entre os dias 5 e 8 de julho está a estreia de Melhor Único Dia (2018), de Henrique Rodovalho (foto) – que já criou Inquieto (2011) para a São Paulo. “Ele usa grandes grupos de homens e mulheres para mostrar uma oposição de sexos, brinca com os ecos do corpo, com a luz e com o palco branco. Fala do tempo com humor”, conta Inês.

E quando a cortina se abrir na próxima quinta-feira para esta temporada, por meio dos bailarinos, lá estarão representados todos os funcionários da São Paulo, da limpeza, do administrativo, da comunicação, do educativo, da memória, da produção, da superintendência, do ensaio, da direção. Todos que estão ali ou que por ali passaram são um espelho desse tempo que a SPCD suspende para mostrar que podemos sim dançar de muitos modos. Como diz Inês, “nas palavras, nos gestos, nas imagens...”. É isso que a São Paulo faz. Agora só cabe ao espectador um privilégio: escolher como e em que "tempo", ele quer fazer isso. 

CURIOSIDADES SOBRE A SPCD | ANO A ANO

 

Serenade, de George Balanchine | Foto: João Caldas

2008 | A SPCD foi fundada no dia 28 de janeiro de 2008, mas a primeira aula da Companhia só aconteceu no dia 1 de abril, data em que, coincidentemente, o Grupo Corpo e a Cisne Negro Companhia de Dança também iniciaram seus trabalhos. Serenade (foto) de George Balanchine marca o início da linha das remontagens de obras de importantes coreógrafos;

Gnawa, de Nacho Duato | Foto: Alceu Bett

2009 | Estreia Gnawa (foto), de Nacho Duato (atualmente diretor do Staatsballett Berlin). Essa é a obra que se mantém há mais tempo no repertório da SPCD. Um “hit”, que volta aos palcos dessa temporada e foi criada em 2005 para a Hubbard Street Dance, de Chicago;

 
 

Canteiro de Obras da SPCD

2010 | Foi feita uma parceria com a TV Cultura para a exibição de criações da Companhia na TV. A parceria se mantém e se amplia até 2018 com diversos canais, entre eles o Arte 1 com veiculações de Figuras da Dança, Canteiros de Obras (foto) e outros documentários;

Supernova, de Marco Goecke | Foto Wilian Aguiar

2011 | A SPCD foi a primeira companhia no Brasil a dançar uma obra de Marco Goecke: Supernova (foto). Baden-Baden, na Alemanha, foi a primeira cidade europeia que a São Paulo levou um espetáculo. Coincidentemente, eles se apresentaram lá este ano;

 

Em Cena | Livro de ensaios da SPCD

2012 | Nesse ano foi criada a plataforma Dança em Rede, uma espécie de enciclopédia virtual sobre dança que abarca os mais variados segmentos, como produtores, pianistas, eventos, coreografias, galas, festivais. A SPCD lançou seu quarto livro de ensaios: Em Cena (foto). Hoje já são seis publicações do gênero;

Romeu e Julieta, de Giovanni di Palma | Foto: Marcela Benvegnu

2013 | Foi criada a primeira campanha de assinaturas, que marca um importante momento da dança do Brasil sob o tema – Amor, Vida e Morte. A São Paulo estreia seu primeiro balé de noite inteira Romeu e Julieta (foto), uma versão clássica do italiano Giovanni Di Palma, que recebeu o prêmio de Melhor Espetáculo de Dança no ano, pela Folha de S. Paulo. Também realizou o 1º Seminário Internacional de Dança com convidados do Brasil e exterior para uma reflexão prático-teórica sobre esta arte;

Acessibilidade na SPCD | Foto: Marcela Benvegnu

2014 | Na área dos Programas Educativos de Formação de plateia foi lançado o DVD Escrita da Dança sobre a história da dança cênica para professores (no total são seis títulos). Também foi realizado o 1º Ateliê Internacional São Paulo Companhia de Dança, um festival formativo que reuniu mais de 200 participantes e convidados. O ano também foi marcado pela preocupação da SPCD com acessibilidade (foto). Iniciou-se o recurso de audiodescrição e tradução em Linguagem Brasileira de Sinais via aplicativo nos espetáculos para cegos, pessoas com baixa visão e surdos;

O Sonho de Dom Quixote, de Marcia Haydeé | Foto: Wilian Aguiar

 2015 | A Companhia chegou a marca de 80 apresentações ao ano (em 2017, foram 99) e Marcia Haydée criou sua primeira obra no Brasil para a SPCD: O Sonho de Dom Quixote (foto). Em 2018 a montagem ganhou os palcos europeus e foi apresentada com música ao vivo em Baden-Baden e Ludwigshafen.

 

The Seasons, de Édouard Lock | Foto: Édouard Lock

2016 | Na linha dos prêmios: Édouard Lock recebeu o Prix de la Danse de Montréal por The Seasons (foto). Ngali..., de Jomar Mesquita venceu o Melhores do Ano do Guia da Folha, na categoria Melhor Espetáculo de Dança com votação popular. Ngali e Pivô (2016), de Fabiano Lima para o Ateliê de Coreógrafos Brasileiros – programa criado em 2013 que valoriza a criação de jovens coreógrafos – ficaram em terceiro lugar na categoria voto do júri. Hoje a SPCD já soma 17 prêmios.

 

Coleção Figuras da Dança

2017 | Os Figuras da Dança - série sobre a trajetória de personalidades da dança -  chega à marca dos 34 documentários produzidos (foto). Todo material pode ser visto no site da companhia, no qual também está disponível para download o livreto que conta com texto biográfico e a cronologia de cada um dos artistas convidados. Nesse ano também foi criado o projeto Meu Amigo Bailarino que leva dança para asilos, creches e hospitais pensando na difusão e ampliação de público para a arte;

O Lago dos Cisnes, de Mario Galizzi | Foto: Fabio Furtado

2018 | A Companhia chega ao número de 38 coreógrafos -  20 brasileiros e 18 internacionais -  que já trabalharam com eles até junho deste ano. A esse time ainda devem ser somados: Erika Novachi e Guiu que assinarão a próxima estreia: Bernstein 100, uma homenagem ao centenário de Leonard Bernstein (1818-1990), na qual a SPCD se aventura pelo jazz dance e pelo house com música ao vivo, no dia 4 de agosto, no Centro Cultural Baía dos Vermelhos, em Ilhabela; e Joelle Bouvier, coreógrafa francesa que terá seu trabalho apresentado, em setembro, na Temporada de Dança do Teatro Alfa (que ganha os palcos de Chaillot, França, em 2019). E  para fechar o ano levam ao palco do Sérgio Cardoso, a versão de Mario Galizzi para O Lago dos Cisnes (foto), em novembro.

 

 

E SE VOCÊ CHEGOU ATÉ O FINAL DESTE TEXTO, CONFIRA O QUE DIFERENTES PERSONALIDADES DA DANÇA DO BRASIL DISSERAM* SOBRE OS 10 ANOS DA SPCD:  

“A São Paulo Companhia de Dança, nestes 10 anos, vem fazendo um trabalho de excelência, construindo um repertório com obras de importantes coreógrafos e um elenco de grande qualidade técnica. Parabéns e vida longa à SPCD!”. | Paulo Pederneiras, diretor artístico do Grupo Corpo

“10 anos de construção de arte, credibilidade e lançamento de jovens talentos no mercado de trabalho. A Companhia além de proporcionar arte e entretenimento aos cidadãos brasileiros, tem tido o importante e fundamental papel na educação e na preservação da memória da arte da dança no país. São 10 anos de história escrita por meio de desafios, suor, força, buscas, decisões certas, ousadias, muitas lutas e também muitas vitórias. Parabéns a todos que fizeram e fazem parte desta história”. | Ana Botafogo, codiretora artística do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

“A SPCD tem um papel importantíssimo no cenário nacional da dança. São poucas as companhias nacionais que tem o nível artístico que ela possui, e menos ainda aquelas que têm um repertório de tamanha excelência. Em um país com tamanha volatilidade de políticas públicas na área da cultura e das artes, 10 anos - dessa história - é algo para se comemorar muito. O público brasileiro, a cada espetáculo, tem a oportunidade de entrar em contato com obras de grandes coreógrafos nacionais e internacionais. Essas vivências são fundamentais para que as experiências da plateia no âmbito da dança sejam aprofundadas e consolidadas, contribuindo assim para um melhor estabelecimento da própria forma artística da dança no nosso país. Vida longa a São Paulo Companhia de Dança e aos seus inúmeros projetos”. | Luiz Fernando Bongiovanni, diretor artístico do Núcleo Mercearia de Ideias.

“Vivo exclusivamente da dança há 45 anos e, durante esse tempo vi muitas companhias nascerem. Algumas se desenvolveram, outras não, e ainda há aquelas que foram extintas. Quando a SPCD foi criada, percebi que ali nascia algo diferente de tudo até então: Uma instituição aberta a todo tipo de dança, que abraça várias causas, remontagens de grandes clássicos, obras contemporâneas comprovadamente de qualidade, um valioso trabalho de memória do nosso fazer artístico, entre outras ações. Desejo longa vida e todo o merecido sucesso a esta Companhia que é um orgulho para todos nós”. | Tíndaro Silvano, artista da dança

“Sabemos o quanto é valiosa a arte na vida de uma sociedade. Por meio dela, reconhecemos nossa história, percebemos limites e potências e a dança precisa cada vez mais espaço no cenário deste país. Louváveis aqueles que promovem a continuidade desta arte e assim, aqui, parabenizo a SPCD pelos seus 10 anos de existência. Uma companhia que, além de desenvolver seus espetáculos, também realiza outras ações de extrema importância, como por exemplo, o programa de registros e memória que reúne célebres nomes da dança nacional. Só avançamos alguns passos adiante na história da evolução, se soubermos olhar e valorizar aqueles que caminham (e dançam)”. | Ana Botosso, diretora artística da Companhia de Danças de Diadema

“Desde sempre nosso país forma excelentes bailarinos. E desde sempre não oferecemos mercado de trabalho suficiente para tantos talentos. Ter uma companhia com perfil eclético onde se trabalha do clássico ao contemporâneo é muito importante. E mesmo que já tenhamos tido outras companhias com esse perfil, há 10 anos a única que dá essa oportunidade aos jovens bailarinos é a São Paulo Cia. de Dança. Tomara que seja para ficar. A dança precisa disso, o país precisa disso. Parabéns SPCD!”. | Pedro Augusto Pires, diretor artístico do Ballet da Cidade de Niterói

“A São Paulo Companhia de Dança surgiu com um perfil único no Brasil: montar e remontar ballets e educar por meio da dança como um projeto de cultura oficial. Desde suas primeiras performances o público pode reconhecer que estava diante de algo muito importante para o país. Bem administrada, com um repertório de grande peso e importância aliada à um projeto de formação de plateia e memória da dança nacional a Companhia se firmou definitivamente como uma das maiores realizações culturais do Brasil em todos os tempos. Parabéns, São Paulo Companhia de Dança, parabéns São Paulo, parabéns Brasil. É uma honra estar próxima de vocês.” | Eliana Caminada, artista da dança

*Depoimentos dados à Marcela Benvegnu, em junho de 2018, especialmente para este texto.

PARA VER: São Paulo Companhia de Dança. De 21 de junho a 8 de julho, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Informações e ingressos a preços populares em www.spcd.com.br